Split

tux-up

Olá pessoal tudo bom? Esperamos que sim. Já se deparou alguma vez ou com determinada situação em que você tem um arquivo grande no servidor e precisa copia-lo? Demora bastante né! Chato, mas com o comando “split” você poderá quebra-lo em vários arquivos e facilitar a cópia e manipulação deste arquivo.

Dica geek: Este comando também pode ser utilizado para impressionar uma mina, chega pra ela e fala que você consegue dividir um arquivo grande em varios arquivos com tamanhos menores e depois junta-los sem perder dados. Já era, ela será sua.

Mãos a obra.

Neste exemplo iremos trabalhar com um arquivo não muito grande seu nome está como split e seu tamanho é de 1,3G.

# ls -lh teste-com-split/
total 1,3G
-rw-r–r–. 1 root root 1,3G Abr 2 10:59 splyt

As formas que podemos dividi-lo são essas:

//Para dividir o arquivo em linhas:

1
# split -l 100 splyt

O formato ficará algo como:

1
-rw-r–r–. 1 root root 1323929600 Abr 2 10:59 splyt
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xaa
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xab
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xac
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xad
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xae
-rw-r–r–. 1 root root 6000 Abr 2 11:11 xaf

(…)
OBS: para saber a quantidade de linhas de seu arquivo texto utilize o seguinte comando:

</pre>
# wc -l splyt
//Para dividir o arquivo em bytes:

1</pre>
# split -b 512 splyt

O formato ficará também no padrão:

1
-rw-r–r–. 1 root root 1323929600 Abr 2 10:59 splyt
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xaa
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xab
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xac
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xad
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xae
-rw-r–r–. 1 root root 512 Abr 2 11:16 xaf

(…)
//Para dividir o arquivo em megabyte:

*Neste eu utilizei o -b para dividir o arquivo em segmentos com o tamanho que foi definido.

Observe como ficou:

-rw-r–r–. 1 root root 1,3G Abr 2 10:59 splyt
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:24 xaa <———–Repare no tamanho que eu defini
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:24 xab <———–Repare no tamanho que eu defini
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:25 xac <———–Repare no tamanho que eu defini
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:26 xad <———–Repare no tamanho que eu defini
-rw-r–r–. 1 root root 63M Abr 2 11:26 xae <———–Este foi o que restou
Agora que junta-los, para isso utilizaremos o cat:

# cat x?? > arquivos-juntados-forma-splyt

-rw-r–r–. 1 root root 1,3G Abr 2 11:30 arquivos-juntados-forma-splyt <———-Mesmo tamanho
-rw-r–r–. 1 root root 1,3G Abr 2 10:59 splyt <———-Mesmo tamanho
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:24 xaa
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:24 xab
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:25 xac
-rw-r–r–. 1 root root 300M Abr 2 11:26 xad
-rw-r–r–. 1 root root 63M Abr 2 11:26 xae
Teremos o arquivos sem perder nada. Depois você pode remover os x*.

Enfim este comando é muito útil e pode ajuda-los no dia a dia. Ficamos por aqui e até o próximo post. Não esqueçam de visitar – http://linuxclube.com.br/publicacao/ enviar seu post ou foto para linuxclube@linuxclube.com.br. Obrigado pessoal.

Configurando servidor FTP no CentOS

Neste, vamos aprender a configurar o VSFTP em um servidor CentOS.

Primeiro, é necessário que façamos o download dos pacotes a serem utilizados.

Para isso vamos atualizá-los:

# yum update vsf*

Após update, realizamos a instalação do pacote em específico:

# yum install vsftpd

Caso seja exibido Is this ok [y/N]: basta digitar Y e ENTER. Caso você não queira que apareça, basta rodar o comando:

# yum install vsftpd -y

Assim como o Apache, MySQL, dentre outros é necessário iniciá-lo, para isso rode:

# service vsftpd start

Certo. Após instalado e iniciado o serviço de FTP, é hora de verificar como o serviço está funcionando, para isso vamos realizar alguns testes.

> Criação de Usuários e senhas de acesso

Para adicionar um novo login, digite:

# useradd linuxclube

Defina a senha do novo usuário com:

# passwd linuxclube

Cuidado a inserir uma senha muito “fácil”, caso contrário receberá o Warning:

SENHA INCORRETA: é uma palavra da língua portuguesa
SENHA INCORRETA: é simples demais
Pronto, você já possui os dados de acesso ao FTP! Agora é possível logar na área do cliente:

[root@Server ~]# su - linuxclube
[linuxclube@Server ~]$ pwd
/home/linuxclube

Para saber o Host(IP) de conexão a ser utilizado, digite:

#ifconfig

Assim, deve-se utilizar o endereço informado em “inet addr:“:

eth0 Link encap:Ethernet HWaddr 00:00:00:00:00:00
inet addr:ENDEREÇO_IP

Para concluir, vamos configurar a permissão de acesso dos usuários.

Abra o arquivo de configuração, digite:

# vi /etc/vsftpd/vsftpd.conf

Bloqueie os usuários a seus diretórios home:

chroot_local_user=YES

Pronto, seu servidor FTP está funcionando!
Até à próxima

TOP x HTOP

Tudo bom pessoal, depois do sucesso do Post sobre a configuração do Java para a utilização do Guardião do Itau estamos aqui para mais uma dica.

Muita gente não sabe mas o comando $ top pode ser utilizado com uma cara mais amigável utilizando o htop.

Basta realizar a instalação deste e se divertir, neste a instalação será feita no CentOS:

# yum update

# yum install htop

Caso não haja dependências:

Install 1 Package(s)

Total download size: 86 k
Installed size: 186 k
Is this ok [y/N]: y
Downloading Packages:
htop-1.0.1-1.el5.rf.x86_64.rpm | 86 kB 00:01
Running rpm_check_debug
Running Transaction Test
Transaction Test Succeeded
Running Transaction
Installing : htop-1.0.1-1.el5.rf.x86_64 1/1

Installed:
htop.x86_64 0:1.0.1-1.el5.rf

Complete!
Depois basta executar $ htop no terminal e ser feliz:

$htop

Não esqueçam de visitar nossa página de promoção http://linuxclube.com.br/publicacao/ e nos enviar seu post, script foto, etc. Você pode ganhar um livro, mais informações também em – http://linuxclube.com.br/sua-publicacao/

A equipe Linux Clube Agradece.

Guardião Itau 30 Horas funciona aqui! Chrome e Firefox.

Para conseguir utilizar o internet bank 30 horas do Itau agora com o Guardião no Linux (cujo como fui informado hoje pelo atendente do Itau que eles não prestam suporte para usuários Linux) através do Google Chrome e do FireFox, realizem por favor este procedimento:

Baixe e instale o JAVA em sua máquina:

Você pode baixar a versão compatível com o seu Sistema Operacional clicando aqui.

Crie um diretório para ele em:

# mkdir /opt/java

Cópie agora do diretória onde foi baixado para o direório criado:

# cp /DIRETÓRIO-ONDE-VC-BAIXOU-O-JAVA/jre-6u31-linux-x64.bin /opt/java

Acesso o diretório /opt/java:

# cd /opt/java

Repasse a permissão para ele:

# chmod +x jre-6u31-linux-x64.bin

Execute-o

# ./jre-6u31-linux-x64.bin

Agora para o Google Chrome:

Crie o diretório plugins que não vem por padrão nele:

# mkdir /opt/google/chrome/plugins

Acesso este diretório criado:

# cd /opt/google/chrome/plugins

E agora crie um link simbólico do plugin (java) no diretório que acabamos de criar:

# ln -s /opt/java/jre1.6.0_31/lib/amd64/libnpjp2.so

—————–

Para o Firefox, como o JAVA já foi baixado e executado cria apenas o link simbólico no diretório plugins do Firefox para o java.

Acesse:

# cd /usr/lib/firefox-10.0.2/plugins/

E crie o link:

# ln -s /opt/java/jre1.6.0_31/lib/amd64/libnpjp2.so

Após isso reinicie sua máquina e você poderá agora sim utilizar sua conta, realizar transações e pagar suas contas. Caso encontrem dúvidas ou problemas para executar o procedimento por favor nos informe, estamos aqui para tentar ajudar.

Equipe Linux Clube.

Personalizando erros no Apache – Servidor Linux CentoOS

500greshka

Entendendo um pouco as mensagens de erro Apache e depois as personalizando em um servidor Linux CentoOS -

Lista com os erros e mensagens.

2XX – Sucesso
200 OK
201 Criado
202 Aceito
203 Informação não-autoritativa *
204 Nenhum conteúdo
205 Conteúdo resetado *
206 Conteúdo parcial *

3XX – Redirecionamento
300 Múltiplas escolhas
301 Movido Permanentemente
302 Movido Temporariamente
303 Veja outra *
304 Não modificada
305 Use o Proxy (redirecionamento proxy) *

4XX – Erros no Cliente
400 Requisição incorreta
401 Não autorizado
402 Pagamento Requerido *
403 Bloqueado
404 Não encontrada
405 Método não permitido *
406 Não aceitável *
407 Autenticação via proxy requerida *
408 Tempo limite da requisição expirado *
409 Conflito *
410 Gone *
411 Tamanho requerido *
412 Falha na pré-condição *
413 A requisição parece ser grande *
414 A URL requisitada é muito longa *
415 Tipo de mídia não suportado

5XX – Erros no Servidor
500 Erro Interno no Servidor
501 Não implementado
502 Gateway incorreto
503 Serviço não disponível
504 Tempo limite no gateway *
505 Versão HTTP não suportada *

Fonte dessa lista.

No servidor Linux CentoOS para personalizar as mensagens devemos modificar o arquivo httpd.conf que está em /etc/httpd/conf/httpd.conf vamos acessa-lo:

[root@CentOS6 ~]# vim /etc/httpd/conf/httpd.conf

E encontre o trecho abaixo do arquivo:

Alias /error/ “/var/www/error/”

<IfModule mod_negotiation.c>
<IfModule mod_include.c>
<Directory “/var/www/error”>
AllowOverride None
Options IncludesNoExec
AddOutputFilter Includes html
AddHandler type-map var
Order allow,deny
Allow from all
LanguagePriority en es de fr
ForceLanguagePriority Prefer Fallback
# ErrorDocument 404 /var/www/erros/naoencontrado.html
</Directory>

# ErrorDocument 400 /error/HTTP_BAD_REQUEST.html.var
# ErrorDocument 401 /error/HTTP_UNAUTHORIZED.html.var
# ErrorDocument 403 /error/HTTP_FORBIDDEN.html.var
# ErrorDocument 404 /error/HTTP_NOT_FOUND.html.var
# ErrorDocument 405 /error/HTTP_METHOD_NOT_ALLOWED.html.var
# ErrorDocument 408 /error/HTTP_REQUEST_TIME_OUT.html.var
# ErrorDocument 410 /error/HTTP_GONE.html.var
# ErrorDocument 411 /error/HTTP_LENGTH_REQUIRED.html.var
# ErrorDocument 412 /error/HTTP_PRECONDITION_FAILED.html.var
# ErrorDocument 413 /error/HTTP_REQUEST_ENTITY_TOO_LARGE.html.var
# ErrorDocument 414 /error/HTTP_REQUEST_URI_TOO_LARGE.html.var
# ErrorDocument 415 /error/HTTP_UNSUPPORTED_MEDIA_TYPE.html.var
# ErrorDocument 500 /error/HTTP_INTERNAL_SERVER_ERROR.html.var
# ErrorDocument 501 /error/HTTP_NOT_IMPLEMENTED.html.var
# ErrorDocument 502 /error/HTTP_BAD_GATEWAY.html.var
# ErrorDocument 503 /error/HTTP_SERVICE_UNAVAILABLE.html.var
# ErrorDocument 506 /error/HTTP_VARIANT_ALSO_VARIES.html.var

Este > Alias /error/ “/var/www/error/” identifica onde estão os erros do Apache no servidor*

Escolha uma das linhas com a mesagem de erro (ou todas) e retire o # delas, caso não tenha o erro listado conforme nossa fonte.

Como já falamos acima o caminho /var/www/error/ contém a listagem dos erros, vamos acessa-lo:

[root@CentOS6 ~]# cd /var/www/error/

contact.html.var
HTTP_BAD_GATEWAY.html.var
HTTP_BAD_REQUEST.html.var
HTTP_FORBIDDEN.html.var
HTTP_GONE.html.var
HTTP_INTERNAL_SERVER_ERROR.html.var
HTTP_LENGTH_REQUIRED.html.var
HTTP_METHOD_NOT_ALLOWED.html.var
HTTP_NOT_FOUND.html.var
HTTP_NOT_IMPLEMENTED.html.var
HTTP_PRECONDITION_FAILED.html.var
HTTP_REQUEST_ENTITY_TOO_LARGE.html.var
HTTP_REQUEST_TIME_OUT.html.var
HTTP_REQUEST_URI_TOO_LARGE.html.var
HTTP_SERVICE_UNAVAILABLE.html.var
HTTP_UNAUTHORIZED.html.var
HTTP_UNSUPPORTED_MEDIA_TYPE.html.var
HTTP_VARIANT_ALSO_VARIES.html.var

Reparem também na extensão .var pois dentro destes arquivos existem mensagens de erro em diversos idiomas.

Agora sim, para alterar a mensagem de erro padrão e deixa-la da forma que mais gostar basta editar o arquivo:

[root@CentOS6 error]# vim HTTP_NOT_FOUND.html.var

Procure dentro deste arquivo pelo trecho com o idioma desejado, neste caso “pt-br” e divirta-se personalizando a mensagen, neste caso o erro 404.

Após isso para que as configurações realizadas entre em vigor reinicie o apache:

[root@CentOS6 ~]# /etc/init.d/httpd restart<
/code>

E pode começar a testar suas mensagens de erro personalizadas.

Comandos Básicos

Introdução

Muitas pessoas possuem horror àquela “tela preta” do Linux, mas com o passar do tempo acabam descobrindo o quanto ela é mágica. É nela que digitamos os comandos para REALMENTE administrar nosso sistema.

Ao começar o estudo sobre os comandos do Linux, devemos ter em mente duas coisas:

  1. Quando a sintaxe (forma de digitar) de um comando proceder de um “#”, significa que esse comando só pode ser usado pelo Administrador, no caso do Linux o Administrador é o root. Quando uma sintaxe proceder de um “$”, significa que o comando pode ser usado por qualquer usuário do computador (inclusive o root).
  2. Dentro dos sistemas Linux/Unix existem dois grupos de comandos, são eles:Comandos internos – esses comandos se localizam em um shell que interpreta comandos. Quando o sistema operacional é iniciado, o shell é carregado na memória e seus comandos ficam alocados nela. Os comandos internos são executados com mais velocidade do que os externos, pois por ficarem residentes na memória, não é necessário que sejam procurados dentro do disco rígido. Os comandos alias, cd e kill são bons exemplos de comandos internos.Comandos externos – os comandos externos são mais lentos que os internos, pois ficam localizados em diretórios específicos dentro do disco rígido (ex: /bin e /sbin). Por esse motivo o Sistema terá que procurar por esses comandos quando algum deles for solicitado. Temos os comandos rm, mkdir, rmdir e cp como exemplos de comandos externos.

Você deve estar se perguntando: “Mas que raios de Shell é esse?”. Vou dar uma explicação rápida sobre o que é o Shell.

Shell

Existe uma classe (conjunto) de programas dentro dos sistemas Unix que funcionam como um interpretador de comandos e linguagem de programação script. A esse conjunto de programas é dado o nome de Shell. “Esse tal de Shell aí, tem algo a ver com um tal de Shell Script?”.

Tem muito a ver sim, pois um Shell script é um pacote contendo vários comandos Shell que são executados seqüencialmente pelo Linux. O Shell mais utilizado é o bash (ele é padrão no Linux), mas existem outros como o csh e tcsh. Caso queira uma explicação mais detalhada do Shell e/ou sobre o seu funcionamento, dê uma procurada aqui no site ok?

Os comandos são digitados no prompt de comando, caso o seu Linux tenha entrado em modo gráfico e você está com dificuldades em localizar o prompt de comandos, aperte simultaneamente as teclas Ctrl + Alt + F1, ele sairá do modo gráfico e inicializará o modo texto, o sistema irá pedir seu login e senha para que você possa “logar”, basta digitar corretamente essas informações que você já poderá utilizar o prompt de comandos, quando quiser voltar para o modo gráfico basta apertar Ctrl + Alt + F7. Atenção: quando você for digitar a senha no modo texto, por motivos de segurança o Linux não mostra quantos caracteres estão sendo digitados, mas isso não significa que não esteja digitando a senha ok?

Comandos básicos

Muito bem, vamos para os nossos primeiros comandos de Linux.

Comandos de inicialização:

Login: Cancela a sessão do usuário atual e inicia uma nova sessão. Exemplo:

$ login

Logout ou Ctrl + D: Finaliza a sessão do usuário atual. Exemplo:

$ logout

Comandos para desligar e reiniciar o computador (Só funcionam com o usuário root):

Desliga o computador:

# halt

Reinicia o computador:

# reboot
Comandos de ajuda – como o próprio título diz, servem para exibir ajuda sobre algum componente ou comando.

man:
Consulta as páginas de um manual.
man (opções) comando

Opções:

  • -a : Exibe todas as paginas de um manual;
  • -h : Mostra uma mensagem de ajuda;

Exemplo:

$ man -a ls
(Mostra todas as páginas do manual do comando ls, quando quiser sair do manual basta apertar a letra “Q”)
info: Mostra as informações do comando.

info [opções] comando

Opções:

  • -h : Mostra uma mensagem de ajuda.

Exemplo:

$ info ls

Comandos para navegação

São os comandos usados para a movimentação entre os diretórios e listagem do conteúdo dos mesmos.

cd:
Muda de diretório.

cd [diretório]

Exemplo:

$ cd /home/thiago
{vai para o diretório home do usuário thiago}
$ cd /
{vai para o diretório raiz do sistema}

$ pwd
{Mostra o diretório atual}

Exemplo:

$ cd /home/thiago
$ pwd

/home/thiago

ls ou dir: Mostra o conteúdo dos diretórios.

ls [opções] [diretório]
dir [opções] [diretório]

Opções:

  • -l : Exibe uma listagem utilizando o formato longo dos nomes de arquivos, exibindo também as permissões de arquivos e diretórios;
  • -a : Mostra arquivos ocultos (o nome dos arquivos ocultos iniciam com “.”);
  • -t : Mostra os arquivos por data de alteração;

Exemplo:

$ ls -a /home/Thiago
$ ls /usr/bin

Regras de filtragem

O comando ls é muito útil, pois o utilizaremos sempre que quisermos verificar quais arquivos existem dentro de um determinado diretório. Agora imagine a seguinte situação, você está no diretório /usr/clientes e dentro desse diretório existem cerca de 400 outros diretórios referentes aos seus clientes. Como você faria para o Linux listar somente os clientes que comecem com a letra “B”? Existem alguns caracteres de significado especial para o Linux que chamamos de caracteres coringas, entre os mais usados estão o ?, * e [a-z].

  • ? : É correspondente a um único caractere;
  • * : É correspondente a vários caracteres;
  • [a-z] : É correspondente a um intervalo de caracteres;

Para realizar a listagem dos clientes com a letra “B” no início do nome, basta digitar o seguinte comando dentro do diretório /usr/clientes:

$ ls B*
{Exemplo do resultado do comando ls B*}
Banco01
Banco02
Banco03
Banco04
Bragança
Bilia

Com isso o Linux irá listar todos os clientes que iniciem com “B”, independente do número de caracteres que vier depois da letra.

Manipulando diretórios e arquivos

São utilizados para criar, renomear, remover e copiar diretórios e arquivos.

mkdir: Cria diretórios.

mkdir [opções] nome_diretório

Opções:

  • -m 775 : Cria um diretório com permissão padrão. OBS: Procure aqui no site sobre permissões de arquivos e diretórios”.

Exemplo:

$ mkdir /usr/clientes/Banco11 
{Cria o diretório Banco11 dentro de /usr/clientes}

$ mkdir /usr/clientes_internos clientes_externos 
{Cria os dois diretórios clientes_internos e clientes_externos dentro de /usr}

rmdir:
Remove diretórios vazios.

rmdir [opções] diretório

Opções:

  • -p : Remove um diretório junto com os diretórios (caso estejam vazios) que estiverem dentro do mesmo.

Exemplo:

$ rmdir /usr/clientes_internos
{Remove o diretório clientes_internos}

$ rmdir -p /usr/clientes_externos
{Remove o diretório clientes_externos e todos os diretórios que estiverem dentro dele}

rm:
Remove arquivos.

rm [opções] arquivo

Opções:

  • -i : Pede confirmação antes de eliminar;
  • -f : Elimina o arquivo sem pedir confirmação;
  • -r : Elimina o conteúdo de um diretório junto com o conteúdo dos sub-diretórios.

Exemplo:

$ rm -i /usr/clientes/banco01/Arquivo01.doc
{Pede confirmação antes de eliminar o arquivo}

$ rm -r /usr/clientes 
{Elimina todos os arquivos do diretório /usr/clientes e seus sub-diretórios}.

mv:
Move ou renomeia um arquivo ou diretório.

mv [opções] fonte destino

Opções:

  • -i : Pede confirmação antes de mover um arquivo que irá sobrescrever o outro;
  • -f : Não pede confirmação antes de mover um arquivo;
  • -b : faz um backup de arquivos que estão sendo movidos ou renomeados;

Exemplo:

$ mv /usr/clientes/Banco02/Pgto.doc /usr/clientes/Banco03
{Remove o arquivo Pgto.doc do Banco02 para o Banco03}

$ mv /usr/cliente/Banco01/Transf.doc /usr/cliente/Banco01/Efetuado.doc
{Renomeia o arquivo Transf.doc para Efetuado.doc}

cp:
Copia arquivos.

cp [opções] arquivo_fonte arquivo_destino

Opções:

  • -b : Faz um backup antes de copiar;
  • -i : Pede confirmação antes de sobrescrever um arquivo;
  • -r : Copia todos os arquivos de um diretório e seus subdiretórios;

Exemplo:

$ cp /usr/clientes/Banco01/Contas.xls /usr/clientes/Banco11
{Copia o arquivo Contas.xls do Banco01 para o Banco11}

$ cp -i /usr/recebimento/cheques.doc /usr/clientes/Banco05
{Pergunta antes de sobrescrever o arquivo cheques.doc}

Existem muitos outros comandos para Linux, mas acredito que para quem está começando os comandos aqui apresentados serão de grande ajuda.

Montar partições automaticamente

Entendendo o FSTAB

Quem usa Windows e Linux no mesmo computador (dual boot) com certeza já usou o comando mount para poder “enxergar” os arquivos do Windows no Linux. Com o passar do tempo fica muito cansativo ter que ficar digitando o mesmo comando toda vez que o Linux é iniciado. Seria muito bom se o sistema de arquivos fosse montado automaticamente na inicialização e com o arquivo fstab isso é possível.

O arquivo /etc/fstab é responsável pela entrada de partições e/ou dispositivos que possuam os sistemas de arquivos. Abaixo segue um exemplo do arquivo /etc/fstab:

# cat /etc/fstab

/dev/hda3 swap swap defaults 0 0
/dev/hda2 / reiserfs defalts 0 0
/dev/fd0 /mnt/floppy auto defaults,user,noauto 0 0
/dev/cdrom /mnt/cdrom iso9660 defaults,user,noauto,ro 0 0
É possível excluir ou adicionar partições e/ou dispositivos seguindo
os seguintes significados das colunas: 

1ª Coluna Especificação do arquivo do dispositivo que será montado. 2ª Coluna É o local (diretório) onde o dispositivo especificado na 1ª será montado. 3ª Coluna É o tipo de sistema sistema de arquivos.
  • ext2 – Sistema de arquivos do Linux;
  • ext3 – Sistema de arquivos journaling (ext2 + journaling);
  • reiserfs – Sistema de arquivos journaling do Linux;
  • msdos – Sistema de arquivos MS-DOS;
  • vfat – Sistema de arquivos Win9x;
  • ntfs – Sistema de arquivos Win2k, XP;
  • iso9660 – Sistema de arquivos do CD-ROM;
  • auto – Detecta o tipo de sistema automaticamente.
4ª Coluna São as opções para montar os dispositivos.
  • defaults – Montagem padrão para o dispositivo;
  • exec – Permite que programas sejam executados a partir do do dispositivo;
  • noexec – Nega que programas sejam executados;
  • auto – Monta o dispositivo automaticamente na inicialização;
  • noauto – O dispositivo deve ser especificado para a montagem;
  • user – Permite que qualquer usuário monte o dispositivo;
  • nouser – Não permite que usuários comuns montem o dispositivo;
  • rw – Permissão de leitura e gravação para o dispositivo;
  • ro – Permissão somente leitura para o dispositivo.
5ª Coluna Dump para o dispositivo.
  • 0 – Não faz dump;
  • 1 – Faz dump.
6ª Coluna Verificação e reparo do dispositivo.
  • 0 – Não faz a verificação e reparo.
  • 1 – Faz a verificação e reparo.

Montando os dispositivos

Vamos imaginar o seguinte cenário: você tem o Windows e o Linux instalados no seu HD de 40GB, teoricamente você teria 3 partições: 1 ntfs ou fat para Windows, 1 ext2, ext3 etc e 1 swap, ambas para o Linux. E se quisermos montar a partição Windows no Linux automaticamente toda vez que ele for iniciado?

Primeiro crie um diretório que será usado para montar o dispositivo:

# mkdir /mnt/windows

Agora acrescente a seguinte linha no /etc/fstab:

mount /dev/hda1  /mnt/windows    ntfs   defaults,user,auto    0  0

Essa linha monta o conteúdo do hda1 (c:) dentro do diretório /mnt/windows automaticamente, que pode montado/desmontado por qualquer usuário do sistema. Detalhe: quando o tipo de partição for ntfs, será necessário colocar o rw na 4ª coluna, caso contrário você não poderá criar ou excluir arquivos e/ou pastas. Ex:

mount /dev/hda1    /mnt/windows    ntfs    defaults,user.rw,auto    0    0

Bom pessoal, é isso, eu poderia fazer vários outros exemplos, porém seguindo a tabela das colunas, qualquer pessoa poderá criar as suas variadas opções de montagem.

Conhecendo o TCPTraceroute

traceroute acho que todo mundo já conhece né? Pra descobrir a rota de um lugar a outra… Mas acho que uma coisa que pouca gente sabe, é que usar ICMP (ping) pra fazer traceroute é só uma possibilidade, e que usar pacotes TCP ou UDP pode ser um meio bem mais eficiente de detectar uma conexão.

A idéia do traceroute é manipular o campo TTL dos pacotes IP para que ele receba uma mensagem“ICMP Time Exceeded” dos roteadores que estiverem entre você o a máquina alvo, e normalmente usa-se (ou eu imaginava que usava-se…) pacotes ICMP ECHO para isso. No entanto MUITOS roteadores/firewalls são configurados para barrar pacotes ping (para se “ocultarem” na rede), e por isso essa sondagem não é muito eficiente.

Existe um pacote chamado “tcptraceroute” que ao invés de utilizar pacotes UDP e ICMP utiliza pacotes TCP. Ao enviar pacotes TCP SYN ao invés de UDP ou ICMP ECHO, o tcptraceroute é capaz de passar os filtros mais comuns de roteadotes.

Para usuários Debian o pacote já está no repositório. Binários(RPM) e o código fonte podem ser baixados no site oficial:

http://michael.toren.net/code/tcptraceroute/

Veja a diferença entre o traceroute e o tcptraceroute:

Quando utilizado o traceroute, note que a máquina alvo não respondeu a minha consulta. Provavelmente por que ela (ou o roteador/firewall) antes dela, barra pacotes ICMP ECHO

Tracing route to www.itau.com.br [200.246.143.40]

over a maximum of 15 hops:

1 * * * Request timed out.

2 755 ms 204 ms 22 ms 200.217.72.224

3 752 ms 303 ms 619 ms 200.164.178.161

4 757 ms 342 ms 1051 ms 200.223.127.229

5 118 ms 23 ms * 200.223.131.81

6 979 ms * 213 ms 200.223.131.94

7 752 ms 423 ms 968 ms 200.216.4.89

8 172 ms 246 ms 196 ms 200.223.254.117

9 429 ms 173 ms 242 ms 200.211.219.145

10 360 ms 151 ms 189 ms 200.244.163.11

11 615 ms 224 ms 492 ms 200.230.0.114

12 455 ms 134 ms 475 ms 200.230.243.32

13 * * * Request timed out.

14 * * * Request timed out.

15 * * * Request timed out.

Trace complete.

Enquanto que com o tcptraceroute, é permitido que você use pacotes TCP, com o campo TTL manipulado, para fazer esse trace, podendo inclusive escolher para qual porta você quer mandar o pacote:

Selected device eth0, address 192.168.1.14, port 1447 for outgoing packets

Tracing the path to www.itau.com.br (200.246.143.40) on TCP port 80 (www), 30 hops max

1 * * *

2 200.217.72.224 52.385 ms 53.778 ms 217.908 ms

3 200.164.178.161 448.959 ms 951.025 ms 225.461 ms

4 200.223.127.229 114.464 ms 467.334 ms 1092.071 ms

5 200.223.131.81 477.904 ms 86.221 ms 17.921 ms

6 200.223.131.94 123.253 ms 446.530 ms 771.054 ms

7 200.216.4.89 308.760 ms 280.420 ms 654.370 ms

8 200.223.254.117 905.862 ms 438.826 ms 635.176 ms

9 200.211.219.145 738.222 ms 160.895 ms 126.095 ms

10 200.244.163.11 299.300 ms 456.284 ms 543.155 ms

11 200.230.0.114 464.796 ms 257.757 ms 1116.234 ms

12 200.230.243.32 275.573 ms 160.785 ms 261.812 ms

13 201.90.84.242 788.507 ms 368.006 ms 834.374 ms

14 200.246.143.40 [open] 256.319 ms 2409.728 ms 263.736 ms

BEM mais completo não?! Duas máquinas que não aparaceram no traceroute estão aparentes com otcptraceroute!

Gostou da dica? Mais informações sobre os parâmetros de utilização do comando estão disponíveis em seu Manual.

Bom, para vocês, #FikDik Até mais!

Terminal On Line

terminalonline

Muito bom, você ainda não tem Linux instalado em seu PC? Tem medo? Receio? Ainda iremos postar no Linux Clube as vantagens de instalar o Linux e dicas de como faze-lo mas agora vai mais um ótima dica até para você aproveitar nosso post e treinar os comandos – Comandos linux.

Através do site –  masswerk.at você pode treinar e aprender mais comandos dispondo de um terminal linux online. Use e abuse.

Voltamos!

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Salve, salve galera! Depois de um bom tempo fora voltamos com tudo e estamos atualizando nossos materiais para postar artigos e dicas duas vezes por semana, um na segunda e outro na quinta. Além de nossos artigos publicados anteriormente.

Esperamos que gostem, nos ajude compartilhando. Valeu!

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